Pré-História Brasileira
I – Introdução
Nos tempos primitivos não havia documentos escritos sobre a vida nem sobre o homem.
Esse período é chamado de pré-história e o que se conhece a seu respeito baseia-se nos objetos que restam dessa época.
A Pré-história divide-se em Idade da Pedra, do Bronze e do Ferro. A Idade da Pedra foi dividida em dois períodos: Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada e Neolítico ou Idade da Pedra Polida.
O período que iremos estudar é o Paleolítico, a etapa mais antiga da Pré-história, ou seja, a mais antiga da evolução do homem, essa época começou há cerca de dois milhões de anos e terminou há cerca de dez mil anos. Nessa época ocorreu uma importante evolução física no homem, surgiram os primeiros homens modernos, isto é , da espécie Homo sapiens , acompanhada de evolução cultural, que dura até os nossos dias.
O período Paleolítico ou Pedra lascada se dividiu em três etapas: Inferior, Médio e Superior. Seu desenvolvimento está ligado às quatro fases da Era Glacial (períodos muito frios), separadas por intervalo de clima temperado, parecido com o atual, conhecido como era interglacial.
O período da Pedra Lascada ou Paleolítico dividiu-se em três fases: inferior, médio e superior.
II – Desenvolvimento
O que foi o Paleolítico e como viviam os homens nesse período (principais características).
Paleolítico é o primeiro e o mais extenso período que conhecemos da história da humanidade.
Neste período surgem os primeiros hominídeos, antepassados do homem moderno.
Os homens paleolíticos foram se diferenciando sempre mais dos seus antepassados.
Com o desenvolvimento da mente e a acumulação de experiências e conhecimentos, os homens primitivos foram aperfeiçoando seus instrumentos, utensílios domésticos e armas, suas técnicas e meios de subsistência. Desenvolveram também sua vida em sociedade, suas atitudes e hábitos sociais, como a vida familiar, a vida em grupos, a participação coletiva, neste período introduziram cerimônias religiosas, aperfeiçoaram a arte, o artesanato, passaram a construir casas e abrigos, a fazer agasalhos, descobriram o fogo e inventaram os meios de comunicação e transporte.
Neste período surgem os primeiros hominídeos, antepassados do homem moderno.
Vejamos as suas principais características:
Alimentação
Os homens paleolíticos ainda não produziam seus alimentos, não plantavam e nem criavam animais. Eles retiravam os alimentos da natureza. Coletavam frutos, grãos e raízes, pescavam e caçavam animais.
Os homens paleolítico se alimentavam da caça, da pesca e da coleta de frutas e raízes silvestres.
Os instrumentos ou ferramentas
Os instrumentos ou ferramentas do paleolítico eram de pedra, madeira ou osso. A técnica usada para fabricar esses instrumentos era de bater na pedra de maneira a lhe dar a forma adequada para cortar, raspar ou furar.
os principais instrumentos foram os machados de mão, pontas de flecha, pequenas lanças, arpões, anzóis e mais tarde agulhas de osso, arcos e flechas.
Os homens paleolíticos fabricavam seus instrumentos de pedras, ossos e madeira e faziam uma grande variedade de instrumentos como lanças, lâminas, ponta de flechas, martelos, etc.
Habitação
Os homens do Paleolítico viviam de uma maneira muito primitiva, em grupos nômades, ou seja, se deslocavam constantemente de região para região em busca de alimentos. Habitavam cavernas, copas de árvores, saliências rochosas ou tendas feitas de galhos e cobertas de folhas ou de pele de animais.
Os homens paleolítico utilizavam diversos tipos de moradia como cavernas, tendas em cavernas feita de pele de animais e cabanas feitas de galhos e folhas de árvores.
Religião
O homem divinizava as forças da natureza, acreditavam na vida depois da morte, enterravam seus mortos debaixo de grandes lajes de pedra suspensas, de nome sambaqui, com suas roupas, armas, enfeites e oferendas. Também adoravam deusas que representavam a fecundidade, pois uma das principais preocupações do homem primitivo era a conservação da espécie humana.
Os homens paleolítico acreditavam na vida depois da morte, enterravam seus mortos em sepulturas chamadas de sambaqui.
Vestuário
Eram feitas de pele de animais, as mulheres faziam as vestimentas que eram coloridas e tinham vários enfeites.
Elas limpavam e curtiam essas peles até deixa-las bem macias. Usavam agulha de osso e fios de costura eram tendões, tripas secas ou tirinhas de couro. Também faziam jóias e adornos feitos de âmbar, marfim e conchas.
Faziam roupas com peles de animais, e costuravam com agulha feita de osso e os fios de costura eram tripas secas ou tirinhas de couro, eles usavam também enfeites.
Organização Social
No início do paleolítico a organização social se baseava em pequenos grupos humanos, e unidos por laços familiares. Com o passar do tempo a vida em grupo evoluiu e começaram a se organizarem socialmente. Haviam uma divisão simples do trabalho de acordo com idade e o sexo. Onde as mulheres cuidavam das crianças e juntamente com elas eram responsáveis pela coletas de frutos e raízes, os homens caçavam, pescavam e defendiam o território, sempre realizavam as tarefas em grupo.
Neste período acreditam os estudiosos que existia algum tipo de hierarquia que distribuía o trabalho. Tudo que caçavam, pescavam ou coletavam eram divididos entre eles.
Viviam sempre em grupos, havia uma divisão uma divisão simples do trabalho, e que caçavam e coletavam eram divididos entre todos.
g) Desenvolvimento da Linguagem
O progresso cultural do homem é expressa pela comunicação e pela vida em sociedade. A linguagem era necessária para a convivência em grupo. A linguagem do homem paleolítico se baseava no inicio em gestos, sinais e desenhos e mais tarde se baseava também na voz.
O que são pinturas rupestres?
Pinturas rupestres são pinturas e desenhos registrados no interior de cavernas, abrigos rochosos e, mesmo ao ar livre. São artes do período paleolítico, também chamado de arte parietal e existe no mundo todo, apesar de ser mais abundante na Europa.
No Brasil, há vestígios de arte rupestre em Florianópolis, Santa Catarina, Bahia e Piauí.
As pinturas geralmente representavam figuras de animais como cavalos, mamutes e bisontes e humanas onde representavam a caça, danças, rituais ou guerreiros.
As pinturas eram executadas a dedo, com o buril, com um pincel de pelo ou pena, ou ainda com almofadas feitas de musgo ou folhas. Eram utilizados materiais corante minerais nas cores ocre-amarelo, ocre-vermelho e negro. Sempre utilizavam pigmentos de cores naturais. Tentavam obter terceira dimensão, aproveitando os acidentes naturais do teto e da parede doas cavernas e também aplicando linhas de sombreado e braços de diferentes grossuras.
Alem das pinturas rupestres a arte paleolítica também faziam esculturas em marfim, osso, pedra e argila. Essas esculturas representavam as "Vênus" primitivas, eram figuras femininas e também animais.
Os bisões que se podem observar na imagem são apenas uma pequena mostra do conjunto de pinturas pré-históricas que a caverna de Altamira abriga. Com mais de 15.000 anos de antigüidade, localizada no final de Santillana del Mar, recebesse o apelido de Capela Sistina da arte paleolítica .
Cavalos e mamutes – pintura rupestre período paleolítico.
Rinocerontes – pintura rupestre período paleolítico.
As pinturas rupestres existem em quase todo o mundo inclusive no Brasil. São artes do período paleolítico pintadas geralmente em cavernas e geralmente representavam figuras de animais.
Além das pinturas rupestres o homem paleolítico também faziam esculturas em marfim, osso, pedra e argila, sempre representavam figuras femininas ou de animais.
Como ocorreu a descoberta do fogo?
Uma descoberta muito importante do período paleolítico foi o fogo.
Onde o homem primitivo inicialmente observou esse fogo surgindo espontaneamente, aos poucos perderam o medo dele e começaram primeiramente utiliza-lo de vez em quando e de maneira desorganizada, como fonte de iluminação e aquecimento. Para isto foi necessário descobrir como mantê-lo aceso, isto também resultou provavelmente da observação de que brasas resultantes da queima natural de madeira podiam ser realizadas pela ação do vento, ou pelo sopro, fazendo a chama reaparecer.
A etapa seguinte era fazer produzir o fogo, talvez novamente pela observação eles notaram que o fogo aumentava pelo aquecimento de galhos ou folhas secas, isto indicou que a chama poderia ser iniciada com temperaturas elevadas. Desta forma, a descoberta de que o atrito entre dois pedaços de madeira seca, aumentava a temperatura e produzia a chama, que podia ser ativada pelo sopro.
O homem primitivo através da observação também encontrou outra maneira de produzir fogo. Observando que o choque produzido entre duas pedras produzia faíscas e que se colocassem folhas e galhos secos próximos dessas faíscas conseguiam fogo.
Depois que o homem descobriu sua utilidade e como acendê-lo, passou a assar a carne e a cozinhar vegetais e junto ao fogo se reuniam, descansavam e se protegiam do frio e dos ataques de animais ferozes.
O grande avanço do homem paleolítico foi a descoberta do fogo, ele através de observação consegui utilizá-lo e também como produzi-lo, o processo era simples, batiam uma pedra na outra para sair a faíscas ou esfregando duas madeiras uma na outra para gerar o calor.
Qual a importância das pinturas rupestres e da descoberta do fogo para o homem?
Foi através das pinturas rupestres que os arqueólogos (pessoas que estudam coisas antigas, especialmente do período pré-histórico, quando o homem ainda não conhecia a escrita), puderam estudar vários aspectos dos seres humanos dessa época como viviam, o que faziam, do que se alimentavam, e principalmente a localização das regiões onde eles habitavam.
A arte rupestre segundo hipóteses levantadas pelos arqueólogos, que era uma das maneiras que eles usavam para se comunicarem uns com os outros.
A descoberta do fogo foi um importante passo a evolução do homem, pois ele conseguiu desenvolvê-lo controlá-lo e fazer uso dele para diversas coisas.
partir da descoberta do fogo p ser humano passou por varias transformações no seu modo de vida, o ser humano cada vez mais passou a ter controle da natureza.
Pinturas rupestres: Os grupos humanos do período paleolítico procuraram registrar seu modo de vida, seus costumes. Assim, os homens mais antigos, que viviam em cavernas, desenharam e pintaram em suas paredes cenas da sua vida que atravessaram milhares de anos e chegaram até nossos dias.
A descoberta do processo de fazer fogo foi um passo importante na evolução da humanidade.
E a Pré-história no Brasil, aconteceu? Como podemos pesquisar?
Todos nos aprendemos que a história do Brasil começa com a chegada das caravelas de Pedro Alves Cabral a Porto Seguro no dia 22 de Abril de 1500. Porem, aqui já existiam habitantes, e em grande quantidade espalhadas por várias regiões.
Podemos afirmar através de conhecimentos e descobertas que existiu a pré-história no Brasil, essa afirmação se deve as novas descobertas feitas nas últimas décadas em nosso território.
Os primeiros habitantes do Brasil não deixaram nada escrito. Mas deixaram muitos vestígios arqueológicos como cavernas com pinturas rupestres, fósseis de bichos pré-históricos, objetos como ponta de flechas, machados, sepulturas, etc. As marcas da pré-história brasileira estão presentes em todos os cantos do país. E o nome do conjunto desses vestígios encontrados em determinada região recebe o nome de sítio arqueológico e o mais conhecido em nosso país é o da Serra da Capivara no estado do Piauí.
Importantes descobertas feitas em São Raimundo Nonato, estado do Piauí, estão ajudando os estudiosos a reconstituir a história dos primeiros habitantes do Brasil. Eles também deixaram suas marcas nas cavernas em que viviam, fazendo desenhos e pinturas. Além das pinturas foram encontrados também utensílios de pedra, ossos e restos de fogueiras.
Breve comentário a respeito das pesquisas na Serra da Capivara em São Raimundo Nonato – Piauí.
O Parque nacional da Serra da Capivara foi criado em 1975 e tombado em 1991 pela Unesco, dos 400 sítios arqueológicos do parque, pelo menos dez já foram encontrados vestígios de presença humana que podem alcançar mais de 40.000 anos.
Mas os vestígios mais antigos da presença humana na América foram encontrados em 1969 em São Raimundo Nonato, precisamente na toca do Boqueirão da Pedra Furada. São restos de fogueiras e instrumentos de pedra lascada, vários esqueletos humanos, uma enorme quantidade de ossos de animais hoje extintos como tigres de dentes de sabre, mastodontes, etc. e pinturas rupestres.
A partir dessas descobertas, várias expedições foram feitas à área coordenada pela arqueóloga Neide Guidom. Em 300 sítios arqueológicos já conseguiram identificar um total de cerca de 9000 figuras em 200 abrigos.
As pinturas encontradas nas conversas de São Raimundo Nonato provocaram muitas discurções entre os arqueólogos, mas as pesquisas continuam e novos achados, novas pistas contribuirão para nos aproximar mais da verdade sobre o início da ocupação das Américas pelos seres humanos.
O Piauí abriga diversos sítios arqueológicos importantes, dentre os quais se destaca o Parque Nacional da Serra da Capivara, onde estão os achados arqueológicos do homem mais antigo das Américas. Foram localizadas na região urnas funerárias, fósseis humanos, de mastodontes, lhamas, tigres dentes-de-sabre e preguiças-tatus gigantes. Suas pinturas rupestres, que representam rituais sexuais e de caça dos animais de então, foram declaradas patrimônio da humanidade pela Unesco. Além da importância histórica e cultural, a Serra da Capivara, localizada a 534 km de Teresina, no sudeste do Piauí, possui paisagens belíssimas.
O mapa acima mostra a localização da Está foto é da Toca do Boqueirão da Pedra Furada, em São Serra da Capivara que está localizado Raimundo Nonato- PI, econtram-se neste local vestígios no Estado do Piauí humanos que podem chegar a 48.500 anos.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Uma bela oração
Que o caminho seja brando a teus pés,
O vento sopre leve em teus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre tua face,
As chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
que os Deuses te guardem nas palmas de Suas mãos
Que a estrada abra à sua frente,
que o vento sopre levemente em suas costas,
que o sol brilhe morno em e suave em sua face,
que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo...
Que os Deuses guardem, você na palma das suas mãos.
Que as gotas da chuva molhem suavemente o seu rosto,
que o vento suave refresque seu espírito,
que o sol ilumine seu coração,
que as tarefas do dia não sejam um peso nos seus ombros,
e que Deus envolva você no seu manto de amor.
O vento sopre leve em teus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre tua face,
As chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
que os Deuses te guardem nas palmas de Suas mãos
Que a estrada abra à sua frente,
que o vento sopre levemente em suas costas,
que o sol brilhe morno em e suave em sua face,
que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo...
Que os Deuses guardem, você na palma das suas mãos.
Que as gotas da chuva molhem suavemente o seu rosto,
que o vento suave refresque seu espírito,
que o sol ilumine seu coração,
que as tarefas do dia não sejam um peso nos seus ombros,
e que Deus envolva você no seu manto de amor.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
A Ditadura não acabou.
Hermanos e guerreiros , os outros estou dispensando.
O barato é o seguinte: a Escola dos Annales tinha razão. Mudar a mente dos homens é muito mais lento que o fato histórico em si. A ditadura acabou no Brasil, o regime é demogrático, mas algumas pessoas pensam que a época da tortura e do silêncio continua a existir. É um chute nos ovos ter que dialogar com os generais de plantão. Caracoles. É soda no sapato, mas venceremos. A Ditadura não acabou, ao combate.
O barato é o seguinte: a Escola dos Annales tinha razão. Mudar a mente dos homens é muito mais lento que o fato histórico em si. A ditadura acabou no Brasil, o regime é demogrático, mas algumas pessoas pensam que a época da tortura e do silêncio continua a existir. É um chute nos ovos ter que dialogar com os generais de plantão. Caracoles. É soda no sapato, mas venceremos. A Ditadura não acabou, ao combate.
Um litro de otimismo
Cordiais saudações aos funcionários e estudantes do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos, CIEJA Parelheiros e da E.E. Professor José Vieira de Moraes.
É sempre motivador ter certeza de que algo grandioso está acontecendo. Sabemos que estar frequentando os bancos escolares é uma das maiores conquistas do mundo contemporâneo, sobretudo quando os alunos são trabalhadores.
A escola e sua universalização é o resultado de inúmeras lutas de homens que souberam associar o saber ao exercício do poder e da exclusão social.
Receber os alunos em mais um ano letivo é a demonstração de que a História foi generosa com as lutas sociais que foram travadas pelos trabalhadores e seus ancestrais.
Temos que ter uma dose de otimismo para as conquistas que ainda estão sendo geradas nas batalhas que se travam nos mais diferentes palcos da teia social.
O homem e sua qualidade de vida é a essência destas lutas, e estar distante deste processo significa estar de costas para o futuro.
Abraços,
Adilson Campos Calasans
Professor da disciplina de História
Área de Ciências Humanas
É sempre motivador ter certeza de que algo grandioso está acontecendo. Sabemos que estar frequentando os bancos escolares é uma das maiores conquistas do mundo contemporâneo, sobretudo quando os alunos são trabalhadores.
A escola e sua universalização é o resultado de inúmeras lutas de homens que souberam associar o saber ao exercício do poder e da exclusão social.
Receber os alunos em mais um ano letivo é a demonstração de que a História foi generosa com as lutas sociais que foram travadas pelos trabalhadores e seus ancestrais.
Temos que ter uma dose de otimismo para as conquistas que ainda estão sendo geradas nas batalhas que se travam nos mais diferentes palcos da teia social.
O homem e sua qualidade de vida é a essência destas lutas, e estar distante deste processo significa estar de costas para o futuro.
Abraços,
Adilson Campos Calasans
Professor da disciplina de História
Área de Ciências Humanas
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Textos para receber os alunos do Cieja
Adoramos os revolucionários e suas armas. É um barato, total. A História é dinâmica devido ao inconformismo e as formas de produção e as necessidades humanas. O papo é longo e a crítica imensa. Não iremos discutir o capitalismo e as suas mazelas. Nos interessa seus contestadores e visionários. Vejamos.
Durante um longo período o poeta das cores Jair Guilherme Filho me confidenciou acerca de um movimento literário gerado na periferia denominado de Cooperifa, Cooperativa de Artistas da Periferia, Bar do Zé do Batidão, Piraporinha, Zona Sul, capital, São Paulo. Para que ninguém diga que não faltou referências: Terceiro Mundo, Hemisfério Sul, Beirada da quebrada, Quebrada do Mundareu. É isto. É nóis na deligência.
É tudo surpreendente, sobretudo devido ao fato da poesia ser o motivo de reunir pessoas. Nossa Senhora da Literatura, rogai por nós. O Zé do Batidão, em todas as 4ªs feiras, após as 21h, vira a Academia Periférica das Letras. Várias cadeiras são ocupadas por pessoas do povo que tornaram-se os verdadeiros literatos com a cara do Brasil. ' Povo lindo. Povo inteligente', grita a galera dando início aos trabalhos de apreciação da palavra. Do caralho. Lindo e envolvente.
Um dos poetas é Sérgio Vaz. Além do cara ser de uma fineza cidadã maravilha, o cara é palestrino, palmeirense, verde e branco e o escambau. Firmeza.
É tudo lindo. Poetas e professores, sigam a seta e visitem a Cooperifa.
Abaixo um poema do Vaz, que é Sérgio. Vale a pena buscar mais informações na net acerca do Sérgio e da Cooperifa.
Bye, guerreiros.
Receita para um novo dia -
Sérgio Vaz
(do livro Colecionador de pedras)
Pegue um litro de otimismo,
Duas lágrimas
–de preferência
Escorridas no passado.
Duas colheres de muita luta
E sonhos à vontade.
Duzentos gramas de presente
E meio quilo de futuro.
Pegue a solidão, descasque-a toda
E jogue fora a semente.
Coloque tudo dentro do peito
E acenda no fogo brando das manhãs de sol.
Mexa com muito entusiasmo.
Ao ferver, não esqueça de colocar
Uma dose de esperança
E várias gotas de liberdades.
Sorrisos largos e abraços apertados,
Para dar um gosto especial.
Quando pronto,
assim que os olhos começarem a brilhar,
Sirva-o de braços abertos.
Paciência
Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão raraTão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
A vida não pára!...
A vida é tão rara!...
Durante um longo período o poeta das cores Jair Guilherme Filho me confidenciou acerca de um movimento literário gerado na periferia denominado de Cooperifa, Cooperativa de Artistas da Periferia, Bar do Zé do Batidão, Piraporinha, Zona Sul, capital, São Paulo. Para que ninguém diga que não faltou referências: Terceiro Mundo, Hemisfério Sul, Beirada da quebrada, Quebrada do Mundareu. É isto. É nóis na deligência.
É tudo surpreendente, sobretudo devido ao fato da poesia ser o motivo de reunir pessoas. Nossa Senhora da Literatura, rogai por nós. O Zé do Batidão, em todas as 4ªs feiras, após as 21h, vira a Academia Periférica das Letras. Várias cadeiras são ocupadas por pessoas do povo que tornaram-se os verdadeiros literatos com a cara do Brasil. ' Povo lindo. Povo inteligente', grita a galera dando início aos trabalhos de apreciação da palavra. Do caralho. Lindo e envolvente.
Um dos poetas é Sérgio Vaz. Além do cara ser de uma fineza cidadã maravilha, o cara é palestrino, palmeirense, verde e branco e o escambau. Firmeza.
É tudo lindo. Poetas e professores, sigam a seta e visitem a Cooperifa.
Abaixo um poema do Vaz, que é Sérgio. Vale a pena buscar mais informações na net acerca do Sérgio e da Cooperifa.
Bye, guerreiros.
Receita para um novo dia -
Sérgio Vaz
(do livro Colecionador de pedras)
Pegue um litro de otimismo,
Duas lágrimas
–de preferência
Escorridas no passado.
Duas colheres de muita luta
E sonhos à vontade.
Duzentos gramas de presente
E meio quilo de futuro.
Pegue a solidão, descasque-a toda
E jogue fora a semente.
Coloque tudo dentro do peito
E acenda no fogo brando das manhãs de sol.
Mexa com muito entusiasmo.
Ao ferver, não esqueça de colocar
Uma dose de esperança
E várias gotas de liberdades.
Sorrisos largos e abraços apertados,
Para dar um gosto especial.
Quando pronto,
assim que os olhos começarem a brilhar,
Sirva-o de braços abertos.
Paciência
Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão raraTão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
A vida não pára!...
A vida é tão rara!...
Semana de planejamento do Cieja.
Amigo leitor,
caminhamos para o 'recomeço do começo', vide Haroldo de Campos. A idéia é manter este espaço com informações diárias de nossa trincheira: a sala de aula. Chutando os cadáveres que se nutrem da burocracia para a sobrevivência dos seus vermes.
O que mais me aborrece na Educação é a corja de buracratas que pensam e submetem milhões de seres ao ostracismo do vazio. Explico. Educação é uma coisa extremamente simples. Consiste em ouvir, compreender e exercitar o entendido. Ler e escrever. Pensar os diferentes gêneros da escrita e escrever. Isto nos casos que consideramos dentro de uma normalidade humana. Claro que temos modalidades de ensino que exigem toda uma complexa rede de conhecimentos, saberes e informações, sobretudo para os portadores de necessidades especiais.
Em regra geral o destino das relações entre os educadores e seus alunos deveria ser o de ler e refletir acerca dos temas propostos. Apenas isto.
Mas a Educação é parte importante das relações de poder do Estado, palco para uma infinita rede de oportunistas que se degladiam para obter prestígio e 'status' no amparato burocrático, resultando em medidas que muitas vezes beiram à comédia. O fato é que nós, os professores, somos bombardeados pela lógica em buscar punir a fragilidade da rede pública de ensino com avaliações que apenas confirmam o que já sabíamos 'de véio'.
Senhores, o caso é complicado, necessita de uma profunda reflexão acerca das medidas tomadas pelas gestões do PSDB em São Paulo, sobretudo em torno daquilo que vejo ser um ódio mortal pelo Funcionalismo Público, que é tratado como escória, qundo deveria ser a alavanca para uma sociedade mais justa e com mais oportunidade para seus cidadãos.
Amanhã mandarei notícias do front.
caminhamos para o 'recomeço do começo', vide Haroldo de Campos. A idéia é manter este espaço com informações diárias de nossa trincheira: a sala de aula. Chutando os cadáveres que se nutrem da burocracia para a sobrevivência dos seus vermes.
O que mais me aborrece na Educação é a corja de buracratas que pensam e submetem milhões de seres ao ostracismo do vazio. Explico. Educação é uma coisa extremamente simples. Consiste em ouvir, compreender e exercitar o entendido. Ler e escrever. Pensar os diferentes gêneros da escrita e escrever. Isto nos casos que consideramos dentro de uma normalidade humana. Claro que temos modalidades de ensino que exigem toda uma complexa rede de conhecimentos, saberes e informações, sobretudo para os portadores de necessidades especiais.
Em regra geral o destino das relações entre os educadores e seus alunos deveria ser o de ler e refletir acerca dos temas propostos. Apenas isto.
Mas a Educação é parte importante das relações de poder do Estado, palco para uma infinita rede de oportunistas que se degladiam para obter prestígio e 'status' no amparato burocrático, resultando em medidas que muitas vezes beiram à comédia. O fato é que nós, os professores, somos bombardeados pela lógica em buscar punir a fragilidade da rede pública de ensino com avaliações que apenas confirmam o que já sabíamos 'de véio'.
Senhores, o caso é complicado, necessita de uma profunda reflexão acerca das medidas tomadas pelas gestões do PSDB em São Paulo, sobretudo em torno daquilo que vejo ser um ódio mortal pelo Funcionalismo Público, que é tratado como escória, qundo deveria ser a alavanca para uma sociedade mais justa e com mais oportunidade para seus cidadãos.
Amanhã mandarei notícias do front.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Na Natureza Selvagem
Por indicação do mestre Jonatas, o velho Joe, um dos alunos mais brilhantes que tive o prazer de conviver no Zé Vieira, mando aqui uma tradução , da 'musik da trilha sonora do filme Na Natureza Selvagem, vale ate ser postada no blog rsrsrsrsrs', palavras de Joe.
Quero falar um pouco do Joe. O cara é de uma inteligência que beira a genialidade. Ótimo sujeito, constrói a vida arremessando sonhos pelas alamedas da vida. Um filósofo de mente cheia. É sempre uma aula estar ao seu lado trocando idéias e sentir o agito mental que habita suas idéias. Sou fã do cara.
Apenas para mencionar que a namorada do cidadão é uma princesa que deixou o reino para viver com o plebeu.
Agora é prestar atenção no poema, assistir ao filme ouvindo uma trilha sonora de tirar o chapéu.
Abraços Joe.
Rise (tradução)
Eddie Vedder
Tais são os caminhos do mundo
Você nunca sabe
Onde colocar sua fé
E como ela vai crescer
Vou me erguer
Trazer de volta buracos e memórias ocultas
Vou me erguer
Transformar enganos em ouro
Tal é a passagem do tempo
Rápida demais para conter
E de repente engolida por sinais
Abaixe-se e observe
Vou me erguer
Encontrar minha direção magneticamente
Vou me erguer
Jogar minha pressa na estrada
Quero falar um pouco do Joe. O cara é de uma inteligência que beira a genialidade. Ótimo sujeito, constrói a vida arremessando sonhos pelas alamedas da vida. Um filósofo de mente cheia. É sempre uma aula estar ao seu lado trocando idéias e sentir o agito mental que habita suas idéias. Sou fã do cara.
Apenas para mencionar que a namorada do cidadão é uma princesa que deixou o reino para viver com o plebeu.
Agora é prestar atenção no poema, assistir ao filme ouvindo uma trilha sonora de tirar o chapéu.
Abraços Joe.
Rise (tradução)
Eddie Vedder
Tais são os caminhos do mundo
Você nunca sabe
Onde colocar sua fé
E como ela vai crescer
Vou me erguer
Trazer de volta buracos e memórias ocultas
Vou me erguer
Transformar enganos em ouro
Tal é a passagem do tempo
Rápida demais para conter
E de repente engolida por sinais
Abaixe-se e observe
Vou me erguer
Encontrar minha direção magneticamente
Vou me erguer
Jogar minha pressa na estrada
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