Délio Mendes
Para o mundo intelectual brasileiro entrou em encantamento um dos seus principais pensadores. E se encantou em plena produção, no seu momento mais fértil. Produzia uma crítica à globalização considerando que a mesma tem sido levada a efeito do ponto de vista do capital financeiro. Propunha uma outra globalização. Intelectual estudioso do espaço e do tempo, compreendeu, em seu tempo, o espaço como produção do homem na relação com a totalidade da natureza e a intermediação da técnica. Técnica que corresponde a um tempo determinado pela produção dos homens. Homem do seu tempo, Milton Santos se fez presente em todos os grandes embates intelectuais da última metade do século passado. O seu tempo e o seu espaço foram o tempo e o espaço da globalização. Que ele queria que fosse outra. Ou melhor, a outra, a globalização de todos os excluídos, resgatados em uma sinfonia de humanização. Milton se fez maestro da paz e da felicidade. Felicidade de todos. Buscou uma globalização que unisse todas as mulheres e todos os homens, sob égide do encontro.
Conheci Milton, no Recife, em 1978, quando estava às voltas com Pobreza urbana. Inovava ao compreender o mundo formal e informal, como duas faces de um circuito comandado desde a acumulação ampliada do capital.[1] Inovava e agitava. Milton era, sobretudo, um agitador. Agitador de idéias, no melhor sentido de um intelectual da sua estatura. Avesso aos partidarismos, falava da isenção do intelectual para exercitar a crítica. Por isso, sempre esteve radicalmente ao lado do seu povo. Em Pobreza urbana se faz crítico de um debate sobre a desigualdade que se presta, mais e muito mais, à louvação mesquinha de intelectuais vazios entre si, do que a colocação correta e crítica dos grandes problemas da exclusão. “Indubitavelmente, o tom de certos trabalhos, nos quais o jogo conhecido das referências recíprocas entre autores "freqüentemente substitui uma análise dos fatos, tem contribuído para a perpetuação do debate, que, embora pretenda atacar o problema em profundidade, perde-se numa guerrilha semântica confusa.”[2] Esta crítica direta acompanha uma análise da produção intelectual da pobreza que, segundo Milton, pouco tinha contribuído para a resolução dos problemas da pobreza. Para este jogo de vaidades não se contava com a sua participação.
A história do homem, compreendida como a história da superação, faz do autor de Pobreza urbana, um profeta da evolução. “A história do homem sobre a terra é a história de uma ruptura progressiva entre o homem e o entorno. Esse processo se acelera quando, praticamente ao mesmo tempo, o homem se descobre como indivíduo e inicia a mecanização do Planeta, armando-se de novos instrumentos para poder dominá-lo. A natureza artificializada marca uma grande mudança na história da natureza humana. Hoje, com a tecnociência, alcançamos o estágio supremo dessa evolução.”[3] A visão da técnica, do espaço e do tempo, assume, nesta compreensão, um caráter inovador, na medida em que passa a apreender a dimensão da história, da história de temporalidades técnicas que permite produzir uma sociedade determinada, empregando, de acordo com a técnica predominante, uma certa quantidade de trabalho humano. Milton abre o conceito de território, mostrando-o como o lugar do drama social “Bom, há nessa desordem a oportunidade intelectual de nos deixar ver como o território revela o drama da nação, porque ele é, eu creio, muito mais visível através do território do que por intermédio de qualquer outra instância da sociedade. A minha impressão é que o território, revela as contradições muito mais fortemente.”[4] Da relação técnica, espaço e tempo, revela-se a história, ou melhor, uma outra história, no palco iluminado expresso no território. Esta outra história aponta para as desigualdades. Faz emergir a exclusão da maioria da população concentrada em um território degradado, onde pobres de todas as naturezas lutam contra todos os carecimentos.
Milton se mostra mais crítico no livro recente Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal[5], onde nos aponta para um mundo de difícil percepção por conta da confusão reinante que nos tem levado à perplexidade. Portanto, toma para análise a realidade relacional do ser humano, e a esta realidade relacional perversa atribui os males revelados pelo território. Não aceita explicações mecanicistas pelo seu caráter insuficiente. Atribuindo ao desenrolar da história, capitaneada por determinados segmentos da sociedade, os males que tornam difícil a vida da maioria das mulheres e dos homens. Coloca na base deste processo confuso a tirania do dinheiro e da informação, transcende a Marx, e o dinheiro passa a produzir dinheiro, dominando o mundo da produção de mercadorias. Especulação, financeirização. A globalização é feita menor, sob a égide dos bancos e dos banqueiros, criando uma fábrica de perversidades. “O desemprego crescente torna-se crônico. A pobreza aumenta e as classes médias perdem em qualidade de vida. O salário médio tende a baixar. A fome e o desabrigo se generalizam em todos os continentes.”[6]
Caminhando no terreno da mais valia global, Por uma outra globalização apreende o papel dos intelectuais. Todos trabalhando a ampliação desta mais valia. Trabalhando para ampliar a produtividade como se este fosse um trabalho abstrato, e não a produção de urna vantagem para o capital.[7] É preciso reconhecer este momento e a sua peculiaridade. A de ser um momento para o capital. E todas as ações movem-se na direção do reproduzir para os ricos. Entretanto, se esta é uma constatação, não é, felizmente, uma fatalidade. Milton nos aponta para um outro conhecimento. Para a possibilidade de conhecer, para a liberdade do ser humano. Para modificar o mundo. Para que o conhecimento se produza no interior da crítica, sem abstrações alienantes, sem reconhecimentos incompletos que produzem falsas compreensões e encobrem os verdadeiros dramas sociais. E assim, pode-se evitar a espera para que cresça o bolo, evitando a indigência de uma quantidade grande de seres humanos.
É o início de uma outra cognoscibilidade do planeta. Um planeta que conta com todas as possibilidades de ser desvendado. Mas, nem sempre o conhecer é possível. A informação nem sempre se propõe a informar, e sim a convencer acerca das possibilidades e das vantagens das mercadorias. "O que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde.”[8] A contradição se faz e se refaz na impossibilidade de se produzir, de imediato, uma informação libertadora. A alienação é a face que brota aguda da globalização financeira, da globalização do dinheiro. Encanta-se o mundo. O princípio e o fim são o discurso e a retórica. Então o que fica para o ser comum é a farsa do consumo. Não há referência à transformação do espaço e do tempo. O homem consumidor caminha no espaço do desconhecimento do mundo relacional e do falso e alardeado conhecimento do mundo das mercadorias. O fetiche, como e desde sempre, se realiza no ocultamento do valor de troca e no falso evidenciamento do valor de uso. É a utilidade que aparece, e que é proclamada em todo o universo informacional. Fala-se ao peito sangrando das mulheres e homens que não são consumidores. Para a competitividade, tem-se de chamar os consumidores, tem-se que oferecer o melhor, o mais barato, produzido desde a produtividade aumentada pelo trabalho dos intelectuais. Tudo para melhorar a competitividade.
Para Milton, a competitividade é ausência de compaixão. Tem a guerra como norma, e privilegia sempre os mais fortes em detrimento dos mais fracos. Busca fôlego na economia e despreza os que pensam mais para além. "Para tudo isso, também contribuiu a perda da influência da filosofia na formulação das ciências sociais, cuja interdisciplinaridade acaba por buscar inspiração na economia.”[9] Esta é uma das mais importantes reflexões levadas a efeito no interior de Por uma outra, na medida em que coloca um ponto focal que não é localizado costumeiramente no campo da ideologia. Cientistas sociais dos mais diferentes matizes sucumbem aos encantos da facilidade dos números e do falso realismo de uma formulação econômica ideologizada, que esquece os seres humanos e os substitui pelas equações e as tabelas estatísticas que ilusionam os dirigentes e metem medo a todos os que não querem padecer no inferno apontado pelos proclamadores da nova única. Se não aceitas as premissas e as evidências das projeções estatísticas da nova única, serás responsável pelo caos que há de vir.
Empobrece a ciência social em geral, nada para além da numerologia estatística. Investir nos setores sociais acarreta um custo que o capital não se propõe a pagar, e a ciência se curva, entra em letargia, deixa o mundo nas mãos dos economistas que vão levá-lo adiante de mãos com a lógica da relação produto capital e da competitividade. A ciência humana se faz pobre para interpretar um mundo confuso e conturbado e, desde logo, tudo a ciência econômica. Este enfoque modernoso atinge por caminhos nunca dantes navegados a maioria das falas e dos discursos. Grandes farsas são inventadas e reinventadas. O privilégio continua privilegiando o privilegiado. "Os atores mais poderosos se reservam os melhores pedaços do território.”[10] Inclusive do território do pensar para impedir o pensar. Apoderam-se das mentes e dos corações e, por conseqüência, das vidas no pleno movimento da vivência. Tudo isto no mundo da competitividade. A competitividade revela a essência do território, os lugares apontam para as lutas sociais, trazendo a tona virtudes e fraquezas dos atores da vida política e da sociedade.
A cidadania se torna menor do que sua percepção. O cidadão pretende transcender o seu espaço primitivo. Todavia, o mundo, expresso desigualmente, não tem como regular os lugares em suas diversidades e, por conseqüência, a cidadania se faz menor. A desigualdade aponta a impossibilidade da generalização da cidadania. O espaço é esquizofrênico na expressão da exclusão social. Uns homens sentem-se mais cidadãos do que outros. Mas estes homens são apenas consumidores, pois a cidadania depende de sua generalização. Não existem cidadãos num mundo apartado. Não se é cidadão em um espaço onde todos não o são. São consumidores os que expressam direitos e deveres no âmbito do mercado e não no âmbito do espaço público, onde a política é realizada e o poder distribuído. Portanto, este é um mundo de alguns consumidores e poucos, pouquíssimos cidadãos. É preciso construir a cidadania.
A transição (conclusão)
O novo nasce sem que se perceba. Quase na sombra, o mundo muda de maneira imperceptível, todavia constante. Neste início de século, temos a consciência de que estamos vivendo uma nova realidade. As transformações atuais colocam os homens em permanente estado de perplexidade. A poluição e a desertificação se alastram, a super população e as tecno-epidemias etc., tornam o mundo diverso negativamente. A pobreza e a desigualdade, são produtos desta forma da produção do modo civilizatório capitalista. Este novo apresenta diferentes faces. Tudo isto como conseqüência da desestruturação da ordem industrial. O atual período histórico não é apenas a continuação do capitalismo ocidental, é mais. Melhor, é muito mais, é a transição para uma nova civilização. Esta transição que está em curso é preocupante para determinadas sociedades, desprotegidas na guerra das nações pela primazia na história
Milton chama atenção para esta realidade. "No caso do mundo atual, temos a consciência de viver um novo período, mas o novo que mais facilmente apreende-se diz respeito à utilização de formidáveis recursos da técnica e da ciência pelas novas formas do grande capital, apoiado por formas institucionais igualmente novas. Não se pode dizer que a globalização seja, semelhante às ondas anteriores, nem mesmo uma continuação do que havia antes, exatamente porque as condições de sua realização mudaram radicalmente. É somente agora que a humanidade está podendo contar com essa nova realidade técnica, providenciada pelo que se está chamando de técnica informacional. Chegamos a um outro século e o homem, por meio dos avanços da ciência, produz um sistema de técnicas da informação. Estas passam a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e assegurando a presença planetária desse novo sistema técnico."[11]
É necessário, para compreender esse novo, o conhecimento de dois elementos fundamentais na formação social das nações: a formação técnica e a formação política. Uma permite a compreensão dos elementos tecnológicos que formam as composições necessárias à produção, e a outra indica que setores serão privilegiados com a organização possível da produção. “Na prática social, sistemas técnicos e sistemas políticos se confundem e é por meio das combinações então possíveis e da escolha dos momentos e lugares de seu uso que a história e a geografia se fazem e refazem continuamente.”[12] Desde esta compreensão, esta nova sociedade pode, inclusive, abrir uma nova época com a colocação de um novo paradigma social. Este paradigma pode ser posto como: a superação da nação ativa pela nação passiva.
Ou melhor, voltando ao velho Marx: a nação em si é superada pela nação para si. Para isto, é necessário que o velho/novo mundo periférico retome um projeto político de independência, fora dos moldes de projetos como o Mercosul, que nada mais representam do que a dependência em bloco, na medida em que este tipo de associação só serve à subserviência coletiva, levando grupos de países periféricos a deixar de submeterem-se isoladamente, para cair em bloco nos ardis do capital financeiro.
Finalmente, utilizando a dialética como referência, Milton mostra a batalha travada entre a nação passiva e a nação ativa, em uma transição política que envolve todos os espaços do viver, desde o espaço da vida cotidiana. A nação ativa, ligada aos interesses da globalização perversa, nada cria, nada contribui para a formação do mundo da felicidade, ao contrário da outra nação dita passiva que, a cada momento, cria e recria, em condições adversas, o novo jeito de produzir o espaço social, mostrando que a atual forma de globalização não é irreversível e a utopia é pertinente. ” É somente a partir dessa constatação, fundada na história real do nosso tempo, que se torna possível retomar, de maneira concreta, a idéia de utopia e de projeto.”[13] Desde esta compreensão, a globalização é um projeto irreversível da humanidade. Entretanto, não é esta a globalização desejada, e sim uma outra, a de todos.
Sobre o livro: SANTOS, Milton. Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal. São Pauto: Record, 2000. [1]SANTOS, Milton (1978) Pobreza urbana, Hucitec/UFPE/CNPU, São Paulo, Recife.
[2]SANTOS, Milton, Pobreza urbana, op. cit. p.29.
[3]SANTOS, Milton (1994), Técnica espaço tempo, Hucitec, São Paulo, p. 17.
[4]SANTOS, Milton (2000) Entrevista com SEABRA, Odete, CARVALHO, Mônica e LEITE, José Corrêa, Editora Fundação Perseu Abramo, São Paulo, p. 21.
[5]SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal, Record, São Paulo.
[6]SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 19
[7]SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 31
[8]SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 39
[9]SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 47
[10] SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 79.
[11] SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 142.
[12] SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 142
[13] SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 160
sexta-feira, 30 de julho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Nós e o povo.
Pedro Lima(Economista e Professor da UFRJ).
LULA (Aquele que não entende "bulufas" de nada!)Lula, que não entende de Sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores;Lula, que também não entende de Economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos[14 universidades públicas e estendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão debolsa para pobres em escolas particulares].Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares [valores dejaneiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FHC.Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo.Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o paísà liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta].Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes,passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher nocargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora. Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que éhora de o Estado investir; hoje o PAC é um amortecedor da crise.Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [comotambém na linha branca de eletrodomésticos].Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre aspessoas mais poderosas e influentes no mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...].Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush -notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador;.. é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO -American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...] e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa é autor da [maior] mudança geopolítica das Américas [na história].Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e setorna interlocutor universal.Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grandelegado, dentro e fora do Brasil.Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos paradialogar com Israel.Lula, que não entende nada de nada;.. é bem melhor que todos os outros...!.DESCULPE OS NAO-LULAS MAS COMO RECEBO MUITOS EMAILS IRONIZANDO, DEBOCHANDO E FALANDO HORRORES DELE ACHOQUE TENHO O DIREITO DE ENVIAR UM UNICO EMAIL QUE FALE BEM DESSE "ANALFABETO"..Pedro Lima *Economista e professor de economia da UFRJ
LULA (Aquele que não entende "bulufas" de nada!)Lula, que não entende de Sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores;Lula, que também não entende de Economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos[14 universidades públicas e estendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão debolsa para pobres em escolas particulares].Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares [valores dejaneiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FHC.Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo.Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o paísà liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta].Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes,passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher nocargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora. Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que éhora de o Estado investir; hoje o PAC é um amortecedor da crise.Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [comotambém na linha branca de eletrodomésticos].Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre aspessoas mais poderosas e influentes no mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...].Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush -notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador;.. é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO -American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...] e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa é autor da [maior] mudança geopolítica das Américas [na história].Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e setorna interlocutor universal.Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grandelegado, dentro e fora do Brasil.Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos paradialogar com Israel.Lula, que não entende nada de nada;.. é bem melhor que todos os outros...!.DESCULPE OS NAO-LULAS MAS COMO RECEBO MUITOS EMAILS IRONIZANDO, DEBOCHANDO E FALANDO HORRORES DELE ACHOQUE TENHO O DIREITO DE ENVIAR UM UNICO EMAIL QUE FALE BEM DESSE "ANALFABETO"..Pedro Lima *Economista e professor de economia da UFRJ
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Parbéns , Palestra Itália!
O ano é 2042. Avô, pai e filho lancham antes de partida decisiva do Palmeiras no Palestra, como fazem há mais de uma década. Eles passam o domingo no clube. Fazem esporte pela manhã, almoçam no estádio, compram sempre alguma coisa na loja, vêem o jogo, e celebram numa pizzaria perto de casa, depois da missa. É a rotina dos últimos anos, tanto quanto celebrar um título.
- Nonno, é verdade que meu Babbo me disse que quase que a gente fica sem estádio? Que o Palmeiras teria de jogar em outro lugar há uns 30 anos atrás?
- Sim, meu bambino. É “vero”. Se fossem por algumas pessoas que pensavam mais nelas que no Palmeiras, isso lá em 2010, quase que a gente não tem a nostra casa. Quer dizer, ela ainda seria a mesma do tempo do meu bisavô. Que seria o seu tatatatata… Não, tri… Tetra? Pentavô? Existe isso, figlio mio?
- Não, Babbo. Não exagera pro seu neto. Mas é quase tudo isso, filho. Tinha até gente boa, decente, que achava que o Palmeiras estava dando de presente a nossa casa, que viria gente de fora para cuidar dela, tirar da gente. Não era nada disso. Você está vendo hoje. Era tudo companheiro que queria fazer parceria. Que queria ganhar dinheiro com a gente. Mas apenas melhorando a nossa casa.
- Não entendi. A casa é nossa, mas quem manda são eles?
- Quase isso, filho. Mas eles mandam dinheiro, eles cuidam da casa. Mas quem mora é a gente. E, agora, depois de 30 anos aprendendo como se faz, podemos tomar conta do negócio sozinhos. Nós agora sabemos. E ainda ganhamos dinheiro com eles. Fora que sempre ficamos com nosso estádio, que está uma joia.
- Mas como é que os palmeirenses não gostavam de um estádio melhor para nós? Eles eram mesmo palmeirenses, Nonno?
- Claro que eram, meu neto. Mas, infelizmente, antes disso, alguns eram mais outras coisas. Ou pensavam em outras coisas. Ou nem pensavam, sei lá. O pior é que muitos deles também foram contrários a uma outra parceria, com uma empresa chamada Parmalat, que deu tudo de ótimo para o clube, anos antes. E eles ainda acharam mau negócio, dizendo que só a empresa ganhou dinheiro com o Palmeiras, que não deixou nada no clube… Dio mio!!! E os títulos e troféus? E os tantos craques e timaços que montaram? É uma pena. Essa gente não entende que parceria é um casamento. Todo mundo entra com um pouquinho para dar frutos e filhos maravilhosos. Ainda bem que é assim. É esse amor que constroi. Não fosse assim, meu neto, você e seu pai não estariam aqui, vivos como eu.
- Até porque, Babbo, se a minha mãe não gostasse de você do jeito que ela ama, se ela não acreditasse em casamento e na parceria…
- Tem razão, filho. Porque eu não tinha dinheiro para nada, e a sua avó era de uma família bem de vida. Se eles não me aceitassem com a única coisa que eu tinha, que era o amor por ela, não teria acontecido o casamento. E vocês não estariam aqui. Uma parceria também é isso. Não precisa entrar com meio a meio. Precisa confiar. Doar e dar para receber algo que não tem preço. Algo que não se conta. Mas que, no final das contas, vale mais que tudo. Eu até acho que 30 anos é muuuito tempo. Mas pensa bem quanto tempo tem nosso Palestra. E quanto tempo mais ele vai ter depois daquelas obras?
- Mas é verdade que tinha quem não queria um estádio novo?
- Não foi fácil, netinho. Nunca é dentro de um clube. Ainda mais no Palmeiras. Mas o bom é que teve muita gente que entendeu que valia a pena mudar algumas coisas no acerto inicial para fazer as obras. Até porque nem eram tantas coisas assim. E o Conselho já havia discutido e aprovado. Mas sempre tem quem faz mais oposição ao Palmeiras que ao presidente.
- Ele deve ter sido um grande presidente quem fez o novo estádio, né, Nonno?
- Serei sincero, carino. Ele errou bem mais do que eu imaginava. E ele sabia que errava demais. Tentou acertar, porque era um homem bom. Eu diria ótimo. Mas, por vezes, fazia errado. Dava ordens que não eram cumpridas. Ouvia quem não devia. Mantinha quem não poderia. Ou fazia tudo pela cabeça dele e se dava mal. Quando não fazia apenas pelo coração, e acabava dando ainda mais errado. Mas uma coisa o presidente fez muito bem. Lutar pelo que o antecessor havia conseguido: a nova arena. Este estádio onde a gente vem ver jogo desde que você nasceu. Onde você vai trazer seus filhos para ver o nosso Palestra do tamanho que ele é!
- Mas, Nonno, toda vez você diz que o estádio está cada vez menor, que quase sempre lota…
- E o tamanho dele era ótimo quando foi reinaugurado. Mas é que desde aquele tempo, o clube e o time cresceram demais. Também porque a Arena resgatou o orgulho e a honra do clube, trouxe novos parceiros (e não só no futebol), mais gente jovem e com ideias e ideais voltou ao clube (ou apareceu pela primeira vez), e tudo rejuvenesceu. A Arena Palestra plantou uma semente de um novo Palmeiras. E os resultados voltaram a germinar no campo e fora dele.
- Puxa, Nonno! Que legal! Bom saber um pouco disso tudo. Mas eu ainda não entendi como é que tinha gente que não queria um estádio novo e com parceiros tomando conta dele?
- Meu neto, os adultos são muito complicados… Só não são mais que os conselheiros de alguns clubes.
- Quando eu crescer eu vou querer ajudar esse tal Conselho que você tanta fala!
- Conselho de Nonno, meu neto: seja sempre muito mais torcedor do Palmeiras que sócio do Palmeiras. Até quando for votar como associado.
- Não entendi, Nonno.
- Não importa, meu neto. Quem precisou entender respondeu “sim”, em 31 de maio de 2010. Agora, chega. Que eu tô louco para ir pra arquibancada para ver os últimos jogos do filho do grande São Marcos. Eu só não sei se ele jogou mais ou menos que o pai… Sabe como é: goleiro o Palmeiras faz em casa. Imagine se a gente não tivesse a nova Arena para ver o filho do Santo honrando nosso time e o pai dele!!!
Mauro Betting
- Nonno, é verdade que meu Babbo me disse que quase que a gente fica sem estádio? Que o Palmeiras teria de jogar em outro lugar há uns 30 anos atrás?
- Sim, meu bambino. É “vero”. Se fossem por algumas pessoas que pensavam mais nelas que no Palmeiras, isso lá em 2010, quase que a gente não tem a nostra casa. Quer dizer, ela ainda seria a mesma do tempo do meu bisavô. Que seria o seu tatatatata… Não, tri… Tetra? Pentavô? Existe isso, figlio mio?
- Não, Babbo. Não exagera pro seu neto. Mas é quase tudo isso, filho. Tinha até gente boa, decente, que achava que o Palmeiras estava dando de presente a nossa casa, que viria gente de fora para cuidar dela, tirar da gente. Não era nada disso. Você está vendo hoje. Era tudo companheiro que queria fazer parceria. Que queria ganhar dinheiro com a gente. Mas apenas melhorando a nossa casa.
- Não entendi. A casa é nossa, mas quem manda são eles?
- Quase isso, filho. Mas eles mandam dinheiro, eles cuidam da casa. Mas quem mora é a gente. E, agora, depois de 30 anos aprendendo como se faz, podemos tomar conta do negócio sozinhos. Nós agora sabemos. E ainda ganhamos dinheiro com eles. Fora que sempre ficamos com nosso estádio, que está uma joia.
- Mas como é que os palmeirenses não gostavam de um estádio melhor para nós? Eles eram mesmo palmeirenses, Nonno?
- Claro que eram, meu neto. Mas, infelizmente, antes disso, alguns eram mais outras coisas. Ou pensavam em outras coisas. Ou nem pensavam, sei lá. O pior é que muitos deles também foram contrários a uma outra parceria, com uma empresa chamada Parmalat, que deu tudo de ótimo para o clube, anos antes. E eles ainda acharam mau negócio, dizendo que só a empresa ganhou dinheiro com o Palmeiras, que não deixou nada no clube… Dio mio!!! E os títulos e troféus? E os tantos craques e timaços que montaram? É uma pena. Essa gente não entende que parceria é um casamento. Todo mundo entra com um pouquinho para dar frutos e filhos maravilhosos. Ainda bem que é assim. É esse amor que constroi. Não fosse assim, meu neto, você e seu pai não estariam aqui, vivos como eu.
- Até porque, Babbo, se a minha mãe não gostasse de você do jeito que ela ama, se ela não acreditasse em casamento e na parceria…
- Tem razão, filho. Porque eu não tinha dinheiro para nada, e a sua avó era de uma família bem de vida. Se eles não me aceitassem com a única coisa que eu tinha, que era o amor por ela, não teria acontecido o casamento. E vocês não estariam aqui. Uma parceria também é isso. Não precisa entrar com meio a meio. Precisa confiar. Doar e dar para receber algo que não tem preço. Algo que não se conta. Mas que, no final das contas, vale mais que tudo. Eu até acho que 30 anos é muuuito tempo. Mas pensa bem quanto tempo tem nosso Palestra. E quanto tempo mais ele vai ter depois daquelas obras?
- Mas é verdade que tinha quem não queria um estádio novo?
- Não foi fácil, netinho. Nunca é dentro de um clube. Ainda mais no Palmeiras. Mas o bom é que teve muita gente que entendeu que valia a pena mudar algumas coisas no acerto inicial para fazer as obras. Até porque nem eram tantas coisas assim. E o Conselho já havia discutido e aprovado. Mas sempre tem quem faz mais oposição ao Palmeiras que ao presidente.
- Ele deve ter sido um grande presidente quem fez o novo estádio, né, Nonno?
- Serei sincero, carino. Ele errou bem mais do que eu imaginava. E ele sabia que errava demais. Tentou acertar, porque era um homem bom. Eu diria ótimo. Mas, por vezes, fazia errado. Dava ordens que não eram cumpridas. Ouvia quem não devia. Mantinha quem não poderia. Ou fazia tudo pela cabeça dele e se dava mal. Quando não fazia apenas pelo coração, e acabava dando ainda mais errado. Mas uma coisa o presidente fez muito bem. Lutar pelo que o antecessor havia conseguido: a nova arena. Este estádio onde a gente vem ver jogo desde que você nasceu. Onde você vai trazer seus filhos para ver o nosso Palestra do tamanho que ele é!
- Mas, Nonno, toda vez você diz que o estádio está cada vez menor, que quase sempre lota…
- E o tamanho dele era ótimo quando foi reinaugurado. Mas é que desde aquele tempo, o clube e o time cresceram demais. Também porque a Arena resgatou o orgulho e a honra do clube, trouxe novos parceiros (e não só no futebol), mais gente jovem e com ideias e ideais voltou ao clube (ou apareceu pela primeira vez), e tudo rejuvenesceu. A Arena Palestra plantou uma semente de um novo Palmeiras. E os resultados voltaram a germinar no campo e fora dele.
- Puxa, Nonno! Que legal! Bom saber um pouco disso tudo. Mas eu ainda não entendi como é que tinha gente que não queria um estádio novo e com parceiros tomando conta dele?
- Meu neto, os adultos são muito complicados… Só não são mais que os conselheiros de alguns clubes.
- Quando eu crescer eu vou querer ajudar esse tal Conselho que você tanta fala!
- Conselho de Nonno, meu neto: seja sempre muito mais torcedor do Palmeiras que sócio do Palmeiras. Até quando for votar como associado.
- Não entendi, Nonno.
- Não importa, meu neto. Quem precisou entender respondeu “sim”, em 31 de maio de 2010. Agora, chega. Que eu tô louco para ir pra arquibancada para ver os últimos jogos do filho do grande São Marcos. Eu só não sei se ele jogou mais ou menos que o pai… Sabe como é: goleiro o Palmeiras faz em casa. Imagine se a gente não tivesse a nova Arena para ver o filho do Santo honrando nosso time e o pai dele!!!
Mauro Betting
quarta-feira, 10 de março de 2010
Da janela da escola
Roubamos o fogo dos deuses.
Estabelecemos que o sol seja alimentado pelos filhos da desigualdade.
Sinto-me um vendedor de ilusões e de frágeis saberes.
Inventaram um cérebro artificial para ficar acoplado as nossas mentes.
Conheci, a muito tempo, o amor translúcido.
Os cães latem ao meu redor.
Permita que o silêncio invada os corredores das lojas.
Que o consumo seja trocado pelo monótomo som das palavras.
Poetas desconstruíndo o caos.
A lista de chamada é a lista daqueles que devemos fazer renascer.
As escolas estão cheias de cadeiras vazias. Kafka.
As escolas estão cheias de cabeças vazias. Calasans.
Aumentaram ainda mais a fila.
O Estado molha, irriga, as sementes da desigualdade.
O governador e sua burocracia defecam números para colocar nos rabos de suas cadelas.
As aquarelas, são amores que guardamos em nossas memórias.
Assassinamos a possibilidade de ver o outro lado de nossas vidas.
Assassinamos a possibilidades de sermos felizes.
Agradecemos os burocratas do capitalismo a bala perdida, a vida perdida e as ilusões perdidas.
Quando iremos ler As flores do mal?
Quando teremos a sensação de que um fantasma não nos segue?
Estabelecemos que o sol seja alimentado pelos filhos da desigualdade.
Sinto-me um vendedor de ilusões e de frágeis saberes.
Inventaram um cérebro artificial para ficar acoplado as nossas mentes.
Conheci, a muito tempo, o amor translúcido.
Os cães latem ao meu redor.
Permita que o silêncio invada os corredores das lojas.
Que o consumo seja trocado pelo monótomo som das palavras.
Poetas desconstruíndo o caos.
A lista de chamada é a lista daqueles que devemos fazer renascer.
As escolas estão cheias de cadeiras vazias. Kafka.
As escolas estão cheias de cabeças vazias. Calasans.
Aumentaram ainda mais a fila.
O Estado molha, irriga, as sementes da desigualdade.
O governador e sua burocracia defecam números para colocar nos rabos de suas cadelas.
As aquarelas, são amores que guardamos em nossas memórias.
Assassinamos a possibilidade de ver o outro lado de nossas vidas.
Assassinamos a possibilidades de sermos felizes.
Agradecemos os burocratas do capitalismo a bala perdida, a vida perdida e as ilusões perdidas.
Quando iremos ler As flores do mal?
Quando teremos a sensação de que um fantasma não nos segue?
O grande masturbador de Salvador Dalí
Para Franz Kafka
Masturbando-se no banheiro,
do ralo,
saiu uma barata.
Chamou-a de filha.
A barata sorriu.
Masturbando-se no banheiro,
do ralo,
saiu uma barata.
Chamou-a de filha.
A barata sorriu.
Enquanto a Aninha dormia
No silêncio da história,
no instante do parto,
nasceu uma estrela cadente
que iria cair no seu quarto.
Mas como iria fazer muito barulho,
para não acordar a vizinhança,
pousou lentamente, quase sem ruído,
no meigo sono da Ana, um filhote, uma criança.
A Ana, continuou a dormir, com um leve sorriso,
e eu, em delírio, observava os passos de seus sonhos,
o corre-corre em disparada atrás da estrela.
A minha felicidade, estava em poder ser e viver aventura da estrela nos sonhos da Ana.
A Ana acordou, brigou comigo.
Como a dizer: você espantou minha estrela cadente.
Era a hora de ir para a escola, pensei.
E agora, escrevo estas palavras, para que a Ana saiba,
mas não espalhe, mesmo com muita emoção,
que uma estrela cadente, pousou levemente, em seu sonho, em seu coração.
no instante do parto,
nasceu uma estrela cadente
que iria cair no seu quarto.
Mas como iria fazer muito barulho,
para não acordar a vizinhança,
pousou lentamente, quase sem ruído,
no meigo sono da Ana, um filhote, uma criança.
A Ana, continuou a dormir, com um leve sorriso,
e eu, em delírio, observava os passos de seus sonhos,
o corre-corre em disparada atrás da estrela.
A minha felicidade, estava em poder ser e viver aventura da estrela nos sonhos da Ana.
A Ana acordou, brigou comigo.
Como a dizer: você espantou minha estrela cadente.
Era a hora de ir para a escola, pensei.
E agora, escrevo estas palavras, para que a Ana saiba,
mas não espalhe, mesmo com muita emoção,
que uma estrela cadente, pousou levemente, em seu sonho, em seu coração.
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